Estação de Delicias

Saragoça/Espanha
Equipamento urbano e desportivo
2006-2008
ZAV. Zaragoza Alta Velocidad, S.A.
Em colaboração com I3 consultores; Inmaculada Molina Chisvert
Estação de Delicias
Plaza Sur
Estação de Delicias
Estação de Delicias
Estação de Delicias
Estação de Delicias

Projecto desenvolvido dentro do Plano Geral Ordenamento Urbano da Envolvente da Estação Intermodal Delicias (Área G-44-2). Abrange o espaço ocupado pela praça da estação (Praça Sul), bairro Este, zona de chegadas e anel Norte, totalizando uma área de intervenção de  , constrói-se numa fase cujas obras finalizam antes da Expo da Água em Junho de 2008.

A Praça da Estação é definida por linhas acordes com a estética do edifício da Estação, onde a água é a grande protagonista desta proposta. Um espaço central com uma lâmina de água oferece a possibilidade de se converter numa pista temporária de patinagem no gelo e jogos de água que surgem do pavimento, dinamizam o espaço. Massas de herbáceas onduladas pelo vento entre amendoeiras e tamargueiras definem espaços de estadia próximos à fachada da estação.

Destacam os efeitos de iluminação nocturna em fontes e sob um pavimento de vidro que percorre longitudinalmente a estação.

O Bairro Este é um espaço gerado após o novo cobrimento das vias com sentido a Barcelona. O condicionamento da plataforma de betão que limita o solo útil para o desenvolvimento de espécies arbóreas, marca as directrizes para o desenvolvimento da proposta.  
A extensão do espaço a ordenar requer a criação de espaços com sombra para favorecer a sua vitalidade, pelo que se propõem estruturas alternativas de sombra que cumpram essa função. Lâminas de água enquadradas por passeios ajardinados entre pérgolas permitem uma agradável conexão do bairro com a área mais próxima à Estação.  
A nível de plantações, fez-se uma cuidada selecção de gramíneas e espécies aromáticas em disposição geométrica inspirada nas hortas medievais e uma selecção de árvores de pequeno porte que complementam o sombreado em zonas de maior profundidade de solo.

Também gerada após o cobrimento das vias, a zona de chegadas baseia-se numa ilha central que organiza todo o espaço que acolhe o fluxo de passageiros da estação. O ajardinamento realiza-se sobre uma laje de betão que condiciona o desenvolvimento de estrato arbóreo, pelo que se recorre a sombreado através de arquitectura têxtil. As árvores de pequeno porte permitem oferecer certa altura às composições vegetais de canteiros, que juntamente com arbustos e revestimento herbáceo, em diferentes planos, conformam os espaços de estadia e espaços de circulação.

O conjunto do anel Norte propõe-se como uma faixa arbórea que visualizada desde planos superiores tenha um grande atractivo pelas suas cores variadas e textura estacional. Esta banda que parte de uma topografia plana, residual da rasante dos bordos viários, vai desenhando ao longo do percurso umas plataformas triangulares que definem uns planos inclinados suaves cortados a 90º nos extremos opostos que contrastam vivamente com a cota de partida, reforçando a leitura do plano horizontal do espaço central.